terça-feira, 19 de janeiro de 2010
A todos os religiosos que morreram no Haiti.
Ninguem fala deles, mas muitos também morreram no Haiti, no terremoto que atingiu o país.
Não há como deixar de homegeá-los, pois entregaram suas vidas a Deus por uma missão sublime, numa bela vocação e com grandes desafios. Muitos estavam desfrutando da juventude entregando-a a Deus numa oferta de amor, de louvor e de gratidão ao Deus que os criou e, antes de tudo, os quis. Eles também morreram no Haiti, vítimas da catástrofe que assolou o país, mas estou certo de que as vidas que aparentemente foram findadas naquele dia apenas começaram, e agora na plenitude da vida e do amor, na vida verdadeira, a que nada pode abalar.
Deus os acolha e olhem por nós!
Shalom!
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Breve homengam a Zilda Arns.
Que mulher!Médica,sanitarista,coordenadora da pastoral da criança,já foi indicada para o prêmio Nobel da paz,enfim...uma mulher de muitos títulos,mas principalmente uma 'mulher de Deus'.
Shalom!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
São João da Cruz: Um Santo Louco de Amor.
São João da Cruz é um emblema deste tipo de homem.
Vivido entre 1542 e 1591 na Espanha, sua vida é marcada, por um lado, pela dor infligida-lhe pela dura realidade externa, e por outro pela alegria da descoberta crescente de uma vasta e luminosa realidade interior.
Órfão de pai aos 3 anos, João de Yepes – seu nome civil - prova o esforço da mãe que procura corações benevolentes a garantir-lhe a sobrevivência. Na adolescência pode trabalhar e estudar.
Aos 21 anos faz-se religioso carmelita, mas sofre a angústia de não poder viver ali como queria, e sonha com a austeridade e o silêncio monástico dos cartuxos.
No ano em que se ordena sacerdote, em 1567, encontra-se com Santa Teresa, que o conquista para a sua obra de reforma entre os frades. No ano seguinte, em 1568, torna-se o primeiro carmelita descalço, assume o novo nome de João da Cruz e vive momentos de indescritível felicidade, num casebre perdido da zona rural de Ávila. A partir daqui empenha-se, até o fim da vida, em diversas tarefas entre os carmelitas descalços que vêem-se em ligeira expansão. Sua missão somente é interrompida pela perseguição dos padres da Ordem Carmelitana, que o escolhem como vítima do conflito gerado pelo crescimento dos descalços. Durante 9 meses, entre 1577 e 1578, é encarcerado no convento da cidade de Toledo. No meio de um sofrimento físico e moral somente imaginável por quem passou pela dura realidade da prisão, brotam do seu coração as mais belas poesias místicas já escritas, que revelam a experiência de um Deus que se faz prisioneiro do nosso amor.
Terminado o tempo da prisão, retoma suas atividades, até o ano de 1591, quando, em meio a uma surda perseguição dos seus próprios superiores, alegra-se por ver aproximar-se o almejado momento de poder ver rompida a tênue tela que o separava do seu divino amado.
São João da Cruz deixou-nos escritos de maravilhosa profundidade de vida espiritual. Seus escritos revelam a densidade de vida que ele mesmo viveu, e constitui doutrina insuperável, pela originalidade das considerações, a respeito do itinerário da vida cristã, desde seus primeiros passos às mais altas realizações nesta vida. A forma que envolve o conteúdo dos ensinamentos do místico doutor, é de igual modo, plena de beleza poética, pois somente a poesia é capaz de expressar sentimentos e realidades indizíveis.
Além das cartas, de pensamentos e ditos e outros escritos menores, São João da Cruz deixou-nos quatro grandes escritos que interrelacionam-se e onde desenvolve o dinamismo que toda pessoa humana é chamada a percorrer em sua relação com Deus. Tais obras são: Subida do Monte Carmelo, Noite escura, Cântico espiritual e Chama viva de Amor. As duas primeiras obras acentuam a purificação como passagem e caminho que concretiza a união, purificação que envolve atitudes que têm por protagonismo ora a pessoa que responde à graça, ora Deus mesmo que, aos passos da pessoa, toma o processo em suas mãos. As outras obras, ainda que tocando a realidade da purificação, centram sua atenção na vivacidade do amor que tudo pervade e nas consequências positivas da união com Deus, ideal último para o qual todos nós fomos criados.
O centro de tudo é sem dúvida o amor: força propulsora do processo, objeto de purificação que consiste em concentrar toda a sua força para Deus, fim e ideal do caminho. A união com Deus é união de amor com aquele que é amor. Ordenado para Deus, nosso amor recupera sua veemência, sua característica de força e movimento, afinal o amor é forte como a morte e sua medida é ser sem medida. Tão infinito como Deus é o amor, e, do mesmo modo como ele nos amou, à loucura, quando o amamos, somos levados a cometer por ele loucuras de amor. "Com ânsias de amores inflamada", diz um trecho de uma sua poesia, é assim que a alma caminha em seu caminho com Deus e para Deus. Amando assim, este santo carmelita tornou-se, sem dúvida, um louco, louco de paixão por Deus, e nenhum de nós que dele se aproxima e por ele deixa-se guiar, pode deixar de almejar a mesma loucura, de um mesmo amor.
Frei César Cardoso de Resende, ocd
Fonte: Ordem Carmelita Descalça no Brasil
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Santa Tereza de Ávila
Santa Tereza vivera em uma época em que facilmente as pessoas se posicionavam contra a Igreja, mas Deus a escolheu desde pequena e ela não participou da Reforma, mas fez uma Reforma bem maior na própria Igreja Católica, através da sua vocação Carmelita.
Santa Tereza é doutora da Igreja e viveu um caminho de perfeição. A sua vida de oração chegou bem perto disso. Mesmo árida em sua oração durante quase sua vida toda, Tereza foi fiél ao chamado de Deus e entregou a sua vida.
Abaixo um texto presente no site da comunidade Shalom sobre a vida desta bela Santa.
domingo, 4 de outubro de 2009
São Francisco de Assis
A partir daí ele mudara completamente a pauta da sua vida, buscando 'amar o Amor' c e testemunhar com sua vida. Muitos se converteram apenas ao observar como ele andava, com que amor ele cuidava do próximo e vendo a pobreza deste que era, antes do inicio de sua conversão, um jovem rico, tal qual o citado no evangelho, mas ele não teve medo de renunciar tudo por amor a Deus e vive, com certeza, a Felicidade Eterna. O texto abaixo foi retirado do site da comunidade católica Shalom, que o a dota como Baluarte da vocação, vocação esta que também habita em meu coração.
“O camponês perguntou: Que aconteceu, irmão, por que estás chorando? O irmão respondeu: Meu irmão, o meu Senhor está na Cruz e me perguntas por que choro? Quisera ser neste momento o maior oceano da terra, para ter tudo isso de lágrimas. Quisera que se abrissem ao mesmo tempo todas as comportas do mundo e se soltassem em cataratas e os dilúvios para me emprestarem mais lágrimas. Mais ainda que juntemos todos os rios e todos os mares, não haverá lágrimas suficientes para chorar a dor e o amor de meu Senhor crucificado. Quisera ter asas invencíveis de uma águia para atravessar as cordilheiras e gritar sobre as cidades: o Amor não é amado! O Amor não é amado! Como é que os homens podem amar uns aos outros e não amar o amor?” (Irmão de Assis- Inácio Larrañaga)
“O que é a vida de São Francisco, convertido, senão um grande ato de amor?”(Bento XVI). Estamos diante de um santo como São Francisco, que mundialmente e por várias gerações, sempre despertou em vários jovens uma atração e fascinação a pessoa de Cristo. Mas como é possível, vencer o transcurso dos anos e a diversidade cultural, tornando-se assim viva e atrativa a sua memória entre os homens? Sim, é o belíssimo testemunho de São Francisco que atraiu, atrai e atrairá muitos homens e mulheres, de todas as idades e culturas, a uma profissão de amor a Jesus Cristo, que se resume a um convite: O amor não é amado, por isso vamos amar o amor!
Assim, São Francisco de Assis, com a sua conversão, representa não só um marco para a sua vida pessoal, mas também um marco para a Igreja Católica. E o que fez da conversão de São Francisco um marco para a história da humanidade? Simplesmente a sua missão, pois a sua conversão lançou este a um lançar-se ao serviço de Deus: “Vai Francisco, reconstrói a minha casa!”
“Busca da paz, a salva-guarda da natureza, a promoção do diálogo entre todos os homens. Francisco é um verdadeiro mestre em tudo isto. Mas o é a partir de Cristo -- declarou --. Cristo é, de fato, “nossa paz”. Cristo é o próprio princípio do cosmos, pois nEle tudo foi feito” (Bento XVI).
São os grandes temas atuais que ainda hoje recebem grande influência da missão de São Francisco. Mas afinal, por que o alcance da missão de São Francisco foi tão amplamente abrangente? Foi pelo fato da sua grandiosa experiência do amor de Deus que o fez assim responder sob ação da graça de Deus aos grandes questionamentos dos homens: Por que sofremos? Por que vivemos? De onde vem o mau? Como vencer o pecado? Como amar a Deus e aos irmãos? Como alcançar a paz? Qual é a verdadeira riqueza? Como ser obediente? Como ser puro de coração?
São tantas perguntas que brotam no coração do homem, mas que em São Francisco, foram transformadas em gestos de amor, por meio de uma vida convertida a Jesus Cristo. Enfim, é o seguimento a Jesus Cristo que faz do homem um ser pleno, e em São Francisco observamos um grande testemunho de radicalidade evangélica.
“Servir aos leprosos até beijá-lo não foi só um gesto de filantropia, uma conversão, por assim dizer, “social”, mas uma autêntica experiência religiosa, ordenada por iniciativa da graça e do amor de Deus” (BENTO XVI). Em nossas vidas, podemos também ser um testemunho vivo de superação na nossa missão no qual Deus no confiou. Por isso, é importante, a exemplo de São Francisco, saber disso: Deus nos fez para amar, em vista de uma missão e para nos ofertarmos a Deus, de forma livre e responsável. Só assim poderemos unir e tornar pleno o sentido dessas duas palavras: AMOR E MISSÃO. Parte da Graça de Deus, pois a conversão de São Francisco não é meramente um voluntarismo de São Francisco, mas sim, primeiramente e completamente, um olhar de amor de Deus ao homem, para assim, sob ação da graça, o homem possa reconhecer Deus como centro da sua vida, e se tornar obediente ao apelo de Deus: Amor e Missão.
“Era uma missão que começava com a plena conversão de seu coração para converter-se depois em fermento evangélico espalhado nas mãos cheias na Igreja e na sociedade” (BENTO XVI). Enfim, São Francisco ensina-nos o marco inicial da sua missão: O encontro pessoal com o Cristo Ressuscitado que passou pela cruz! Que nesse encontro gera uma conversão em vista de uma missão. Por isso, devemos unirmos ao louvor seráfico de São Francisco, como cumprimento pleno da vontade de Deus para nossas vidas: sede santos! Para amar a Deus e aos homens dentre de uma missão no qual Deus nos confiou. Possamos nesse dia, unidos a graça da ressurreição de Cristo, louvar a Deus por tudo que Ele realiza em nossas vidas, e pela nossa missão, pedindo a Deus um renovar e um aprofundar na dimensão de sermos missionários, pela graça do nosso batismo e do amor de Deus que nos foi derramado pelo Espírito Santo em nossos corações!
Por Marcio André Teixeira Barradas
Consagrado e seminarista da Comunidade Católica Shalom
Assessoria Litúrgico-Sacramental
Fonte: www.comshalom.org
Shalom!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Hoje é o dia da mais bela Florzinha do Carmelo!
A pequena Teresa viveu uma infância bem conturbada, principalmente depois da morte precoce de sua mãe. Ela, então com 4 anos, sofreu muito a perda, inclusive sendo acometida de misteriosas doenças.
Ainda na infância, tivera suas primeiras experiencias com Deus e com Nossa Senhora. A Santa Virgem apareceu para ela e com um sorriso contagiante curou a pequena que padecia. Por volta dos 10 anos, recebeu a primeira Comunhão e sentira algo tão místico que nem ela mesmo podo narrar, descreve apenas como "um doce ósculo de Jesus à alma".
Com um amor admirável e uma humildade quase dolorida, Teresinha sempre se atraiu mais pelas coisas de Deus que pelas coisas do mundo, sendo admitida no Carmelo aos 15 anos, com uma auotrização do Papa Leão e lá fica até os seus 24 anos, quando morreu de uma pneumonia.
[Num postei mais por causa do meu tempo curto, mas visite tbm os links abaixo!]
http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/santa_teresinha/01.php
http://www.cancaonova.com/portal/canais/especial/santa_teresinha/01.php
Shalom pra v6 tudim!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
São Pio de Pietralcina.
Ontem foi o dia dedicado ao Padre Pio, hoje São Pio de Pietralcina, pelo qual tenho muita admiração. Ele é também o santo que dos apadrinhará em nossa missão rumo à Jornada Mundial da Juventude em 2011, Madrid, portanto desde já gostari que os que participarão dessa empeitada conhecessem um pouco da história desse santo Homem. Abaixo uma reportagem da revista Shalom Maná, disponibilizada através do site da Comunidade Católica Shalom.
O padre Francesco Forgione nasceu em Pietralcina, província do Benevento, em 25 de maio de 1887. Seus pais foram Horacio Forgione e MarIa Giuseppa. Cresceu dentro de uma família humilde, mas como um dia ele mesmo disse, nunca careceu de nada.
Foi um menino muito sensível e espiritual. Na Igreja Santa MarIa dos Anjos, a qual se poderia dizer foi como seu lar, foi batizado, fez a Primeira Comunhão e a Confirmação. Também nesta mesma Igreja foi onde aos cinco anos lhe apareceu o Sagrado Coração do Jesus. Mais adiante começa a ter aparições da Virgem MarIa que durariam pelo resto de sua vida.
Ingressou na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos EM Morcone em janeiro de 1903. Um dia antes de entrar para o Seminário, Francisco teve uma visão de Jesus com sua Santíssima Mãe. Nesta visão Jesus pôs sua mão no ombro do Francisco, dando-lhe coragem e fortaleza para seguir adiante. A Virgem Maria, por sua vez, falou-lhe suave, sutil e maternalmente penetrando no mais profundo de sua alma.
Foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Catedral de Beneveto, e em fevereiro desse ano se estabeleceu
Pouco depois de sua ordenação, voltaram-lhe as febres e os males que sempre lhe afligiram durante seus estudos, e é enviado a seu povoado, Pietralcina, para que se restabelecesse de saúde. Depois de 8 anos de sacerdócio, em 20 de setembro de 1918, recebe os estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo em suas mãos, pés e lado esquerdo, convertendo-se no primeiro sacerdote estigmatizado. Em uma carta que escreve a seu diretor espiritual os descreve assim: "No meio das mãos apareceu uma mancha vermelha, do tamanho de um centavo, acompanhada de uma intensa dor. Também debaixo dos pés sinto dor".
Mais adiante, no ano de 1940 projetou um hospital que se denominou "Casa do Alívio do Sofrimento" -o mais importante do sul da Itália-, cuja construção foi terminada em 1956.
Em 20 de setembro de 1968 o Padre Pio fez 50 anos de ter recebido pela primeira vez os estigmas do Senhor Jesus. O Padre Pio celebrou a Missa na hora acostumada. Ao redor do altar havia 50 grandes vasos de barro com rosas vermelhas para seus 50 anos de sangue... A dois dias murmurando por longas horas "Jesus, Maria!", morre o Padre Pio, em 22 de setembro de 1968. Os que estavam presentes ficaram longo tempo em silêncio e
O funeral do Padre Pio foi impressionante já que se teve que esperar quatro dias para que a multidão de pessoas passassem para despedir-se. Calcula-se que mais de cem mil pessoas participaram do enterro. Ao morrer desapareceram os estigmas com o qual o Senhor confirmou sua origem mística e sobrenatural.
Muitas foram as conversões concedidas pela intercessão do Padre Pio e inumeráveis milagres foram reportados à Santa Sé.
Em 18 de dezembro, de 1997, Sua Santidade João Paulo II o declarou venerável. Este passo, embora não tão cerimonioso como a beatificação e canonização, é certamente a parte mais importante do processo.
Foi beatificado por João Paulo II em 2 de maio de 1999 em uma solene Concelebração Eucarística no Praça São Pedro.
Em 16 de junho do 2002 foi declarado São Pio de Pietralcina em presença do Papa João Paulo II, em uma solene missa na Praça São Pedro.
